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O ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse aos investigadores da operação Lava Jato que arrecadou mais de R$ 70 milhões na companhia e que os recursos foram destinados à cúpula do PMDB. Em uma série de depoimentos após fechar seu acordo de delação premiada, ele afirmou que as verbas oriundas de propina foram repassadas ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao senador Romero Jucá (PMDB-RR), ao ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e a outros líderes da legenda da qual faz parte desde 2002. As informações são do site do jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, Machado apontou que a soma mais expressiva, de cerca de R$ 30 milhões, foi destinada a Renan, o principal responsável pela indicação dele para a presidência da Transpetro, subsidiária da Petrobras e maior empresa de transporte de combustível do país.

Na última quinta-feira o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Corte máxima do Judiciário brasileiro, homologou a delação do ex-presidente da Transpetro. Para conseguir obter seu acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e com a força-tarefa da Lava Jato, Sérgio Machado gravou diversas conversas com os colegas peemedebistas. A partir da divulgação delas, dois ministros do governo interino de Michel Temer (PMDB) acabaram perdendo os cargos. Mulher de Cunha diz que recebeu R$ 5 mi da Justiça do TrabalhoFilho de Sérgio Machado também vira delator da Lava JatoDólar sobe com mercados à espera de discurso do Fed; Bolsa tem alta

O primeiro a cair foi o então titular do Ministério do Planejamento, Romero Jucá. Ao retornar ao Senado, o peemedebista foi exaltado por Temer, que apontou que seus trabalhos seriam fundamentais para a articulação do governo no Congresso.

Segundo Sérgio Machado, Jucá foi destinatário de quantia de cerca de R$ 20 milhões. A mesma quantia teria sido repassada a José Sarney, amigo de longa data de Sérgio Machado.

Machado também disse que abasteceu as contas dos senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Jáder Barbalho (PMDB-PR). As acusações de Machado são consideradas devastadoras. O ex-presidente da Transpetro falou sobre as somas repassadas aos padrinhos políticos dele e, como se não bastasse, indicou os contratos e os caminhos percorridos pelo dinheiro até chegar aos destinatários finais.

Padrinho
No caso de Renan Calheiros, a denúncia coloca ainda mais pressão sobre o presidente do Senado. Nos bastidores, já discute-se a possibilidade de a procuradoria geral da República pedir o afastamento dele do cargo, como foi feito com o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-J).

Renan indicou Machado para a presidência da Transpetro em 2003, no início do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o manteve apoio para a permanência dele no cargo até ano passado, mesmo depois de ter sido acusado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, de receber propina.

Além de Sérgio Machado, seu filho Expedido Machado também assinou acordo de delação premiada. Morando em Londres, ele seria o operador internacional da cúpula do PMDB no esquema.

Foi Sérgio Machado o autor do áudio que derrubou o então ministro da Transparência Fabiano Silveira, flagrado discutindo estratégias para salvar Renan Calheiros no STF.



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