Quando chove, os habitantes de
São Paulo percebem algo que os índios que aqui viviam já sabiam desde
sempre: a cidade é cercada de água por todos os lados. Só que os índios,
ao contrário dos atuais habitantes, sabiam conviver em harmonia e até
se aproveitar das virtudes dos rios. Na verdade, a própria origem
da cidade de São Paulo tem a ver com o entroncamento de rios que aqui
havia (e ainda há, evidentemente): Tamanduateí, Tietê, Ipiranga e muitos
outros. A ladeira Porto Geral, no centro nervoso das compras da 25 de
Março, por exemplo, tem esse nome justamente porque ali tinha um porto
importante. Os rios estavam no DNA da vocação inicial da cidade: um hub comercial em direção ao interior.
Com o crescimento urbano,
alguém teve a infeliz ideia de dar as costas para os rios. Pior:
endireitá-los, aterrá-los e enterrá-los. Tudo para aproveitar o espaço,
agilizar o escoamento de água e esgoto e, acreditem, espantar os
mosquitos! Esta e outras histórias são contadas no curta “Entre Rios”. O
documentário foi realizado como trabalho de conclusão do curso de
audiovisual do SENAC-SP pelos alunos Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e
Joana Scarpelini e contou com a colaboração de várias pessoas. Vale a
pena conhecer a origem das dores de cabeça das enchentes de hoje para
poder mudar a forma como olhamos para os rios e a nossa história.
Fonte: Blog do Tas.
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