O que você não sabe é que, na história do mundo, já houve disputas de tronos que colocaram a série de livros e programas de TV no bolso. A SUPER separou alguns, para você ir entrando no clima e se preparando para a nova temporada de Game of Thrones.
1. A quase rainha
![]() |
Matilda: a quase rainha |
Familiar?
2. A Loba
A rainha Isabella, esposa do rei Edward II, da Inglaterra, tinha sede de sangue. Ela passou para a história como “a Loba”, e viveu em um contexto de violência nua e crua. Ela se casou ainda criança, mas até no dia de seu casamento, seu novo marido conseguiu humilhá-la (ele deu em cima da amiga dela. ¬¬). Isabella era fiel e, no início, mostrou grande devoção ao marido. Mas, como diria o compositor Toquinho, ele abusou da regra três e foi longe demais. Quando Edward formou aliança com a impopular e brutal família Despenser, Isabella voltou para a casa do irmão, o rei da França, e anunciou que não voltaria para casa até que os Despensers tivessem ido embora. Como se não bastasse, ela arrumou um amante, Roger Mortimer, que havia sido banido do reino pelo marido corno da moça. Com Mortimer, Isabella liderou uma rebelião que derrubou o rei Edward do trono. A Hugh Despenser, coube a pena de ser enforcado, afogado e degolado. Isabella também mandou arrancar a genitália dele (ui!) e reza a lenda que ela comemorou enquanto via o sofrimento do homem. Dizem também que ela, não satisfeita, mandou matar o marido com um ferro quente inserido em seu reto (SOCORRO!!) – mas historiadores acreditam que essa parte seja lenda e que Edward II, na verdade, tenha sido sufocado com um travesseiro (ah, ufa. SQN)
3. Elizabeth I x Maria Stuart
Não é segredo para ninguém que a rainha inglesa Elizabeth I e a rainha da Escócia, Maria Stuart, se estranhavam. As duas tinham uma disputa bem pública sobre o reinado e, por conta dela, Maria acabou destronada – e decapitada. Como filha de Henrique VIII e Ana Bolena, Elizabeth tinha direito legítimo ao trono. Seu pai estava em um movimento de afastar o reino da Inglaterra da Igreja Católica, quando Elizabeth I assumiu o trono, e o destino religioso da Inglaterra ficou em suas mãos. Em 1558, a rainha protestante declarou que a Inglaterra era mesmo um país protestante, o que despertou a ira de muitos ingleses católicos que não achavam que Elizabeth I tinha direito à coroa inglesa. Foi por isso que muitos se voltaram para Maria, rainha da Escócia, para substituir Elizabeth. Rainha Maria era a herdeira ao trono escocês, mas depois de alguns babados escândalos, Maria Stuart foi forçada a deixar o país. Ela procurou ajuda de Elizabeth, mas esta suspeitou que a oponente fosse conseguir apoio católico e tirá-la do trono, então manteve Maria praticamente prisioneira pelos 18 anos seguintes. Em 1586, Elizabeth encontrou provas concretas (cartas) de que Maria estava armando seu assassinato. O caso foi oficialmente encerrado em 8 de fevereiro de 1587, quando a rainha Elizabeth assinou uma sentença de morte e Maria Stuart foi decapitada no Castelo Fotheringay.

4. Dissidência Bourbon
Na Espanha do século XVIII, um movimento batizado de “Carlismo” buscava estabelecer uma linha dissidente da dinastia Bourbon para o trono espanhol. Essa linhagem descendia de Don Carlos, Conde de Molina, e foi fundada por conta de uma disputa por leis de sucessão e uma insatisfação generalizada com a linhagem alfonsina (descendente de Alfonso XII) da Casa Bourbon. O movimento teve seu auge nos anos 1830, mas voltou em 1898, depois da derrota espanhola na Guerra Hispano-Americana, quando a Espanha perdeu seus relevantes territórios de Cuba, Guam, Filipinas e Porto Rico para os Estados Unidos.
O Carlismo foi um importante movimento político na Espanha de 1833 até 1975, fim do regime Franquista. De uma certa forma, o movimento foi a causa de grandes guerras do século XIX e um fator muito importante na Guerra Civil Espanhola de 1930.
Postar um comentário
Clique para ver o código!
Para inserir emoticon você deve adicionado pelo menos um espaço antes do código.