Os diálogos revelam suposta tentativa de interferir nas investigações. Integrantes da força-tarefa da Lava Jato entendem que Renan estaria usando o cargo para obstruir a Justiça, de acordo com a reportagem. E por isso estudam a elaboração de uma ação cautelar para que ele deixe de presidir o Congresso.
Ele também fechou um acordo de delação premiada com informações sobre contas e offshores mantidas no exterior com ligação com o PMDB, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo. Expedito é apontado como operador financeiro da cúpula do partido no Senado.
Em conversa com Machado, Renan dá demonstrações de estar preocupado em minimizar a efetividade da colaboração premiada ao comentar a possibilidade de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo (têm de) fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso", afirmou o senador, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.
Renan é investigado em nove inquéritos sobre corrupção na Petrobras e em um da Operação Zelotes, sobre compra de medidas provisórias. Ele responde ainda a dois outros inquéritos por irregularidades no pagamento de pensão alimentícia.
A assessoria do peemedebista não quis comentar o assunto.
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